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Último show do Matanza no Rio de Janeiro. – Bandas: Circus Rock/ DIABO VERDE / Matanza.

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22 anos.

Foi esse o tempo que o Matanza nos presenteou com suas músicas cheias de sarcasmo, histórias de bar e humor ácido de seu frontman Jimmy London.

Hoje foi o fim de um ciclo.

O Matanza encerra seus trabalhos lotando literalmente a casa, pois tinha gente subindo no teto do Circo Voador para registrar o último show da banda que tanto fez para o metal nacional em todos esses anos.

A noite começou com o show destruidor da banda Circus Rock com letras impactantes e uma postura jovem e revolucionária que agradou muito ao público. Os meninos que pisavam pela primeira vez no palco do Circo mostraram que vieram para ficar.

O vocalista Bernardo Tavares em entrevista falou sobre a importância de participar desse evento e sua visão para o futuro de outras bandas independentes:

“A importância é grande, uma banda do independente, do underground, conseguir uma oportunidade assim é difícil, a estrutura é grande e você tem um momento de exibição pra muita gente, isso abre portas e chama público” .

Ainda sobre o convite disse: “Ficamos muito felizes, de verdade mesmo. A oportunidade é ótima, só de abrir os shows pra eles é um absurdo, sendo despedida ainda, o público fica muito agitado e isso é do c*****. Esse show ainda foi no Circo Voador, deixando um momento histórico em nossas memórias.”

Está certíssimo. Desejamos muito sucesso para a Circus Rock.

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A Diabo Verde, segunda banda da noite, fez um show mais que especial: o 100° show da banda. Foi recheado de hits que levantaram o público e discursos que nos fazem pensar em um mundo melhor, sem contar a participação especial de Fábio “Bolinha” Barreto, guitarrista da banda Serial Killer. Como sempre a banda fez um baile de respeito e chamou a todos para uma “Wall of Death”, ironizando os lados políticos “Direita e Esquerda” e frisou que todos tinham que se amar e respeitar independente de lados.

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Agora vamos falar sobre o final: O Matanza.

Banda que contribuiu muito para o underground, incluindo em seus shows e festivais bandas em início de carreira e que hoje já estão com seu próprio publico, fazendo muito sucesso por ai. É de extrema importância lembrar com carinho e gratidão os 22 anos dessa banda.

E é exatamente assim que ficamos depois do show.

Entraram no palco pela última vez como Matanza, e fizeram um desfile de hits que rolou até as 3h da manhã!!!

Foram duas horas de show feitos com a alma, solos de guitarra fortes e claros, a bateria que ecoava e o que não podia faltar, a interação de todos.

Tudo estava fluindo de forma absurdamente perfeita, sem brigas, todos se divertindo, o público foi realmente um show a parte; apesar de todos saberem os motivos da separação, a banda fez um show respeitoso e até podemos dizer ligados no piloto automático, porém a simpatia da banda com o público sempre é a mesma e o instrumental arrasador.

Foi emocionante quando “Tempo Ruim” foi tocada. Todos no Circo cantando a música que parecia escrita para aquele momento, copos sendo levantados e uma voz meio falhada pela emoção mostraram que o “ogro” Jimmy London tem coração, muitos se emocionaram junto e sim, teve gente chorando.

 

A última música foi, é claro, “Ela Roubou Meu Caminhão”, cantada a plenos pulmões e depois de uma despedida simples e até um pouco fria, o Matanza vai ficar na memória de muitos e esses passarão às próximas gerações.

 

A palavra certa não é tristeza mas sim Gratidão. Saudade também. Quando se acaba um ciclo um outro começa. Torcemos muito pelo sucesso de todos integrantes e até mais ver em algum lugar por ai, porque enquanto houver bares e rock teremos MATANZA.

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Fotos: Cultura Suburbana.

Texto: Vivian Caetano.

Revisão: Rafael Magalhães.

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